segunda-feira, 6 de junho de 2011

Reserva Indígena Pitaguary



HISTÓRIA:

Pitaguary, nome de origem Tupi, designa o povo indígena que vive entre Maracanaú, Pacatuba e Maranguape. A Terra Indígena Pitaguary tem em seus arredores uma área caracterizada pela concentração de indústrias e urbanização crescente. Desde muito tempo, essa terra é socialmente marcada por uma série de acontecimentos que fundam a memória coletiva de seu povo. Foi nela que os “troncos velhos” pereceram, deixando suas “raízes antigas”.
Após um longo período de discriminação, anonimato e mão-de-obra forçada e controlada pelo Estado o índio cearense reverteu essa situação, mais precisamente, na segunda metade do Século XX. A partir da década de 80, dada à mobilização do povo Tapeba, voltou-se a falar sobre a presença indígena no Ceará. Logo em seguida, já no início da década de 90, foi a vez dos Pitaguary, que começaram a se organizar politicamente para pressionar pela demarcação de sua terra.

CARACTERÍSTICAS:

        Assim como todos os outros grupos indígenas, os Pitaguary apresentam várias características que marcam as suas crenças, o seu espaço físico, além da sua cultura e tradição, a partir de danças e rituais, entre outros.
         A “mangueira centenária”, a “senzala dos escravos” e a gruta ou do “buraco” de Santo Antônio são lugares marcantes da área desse povo. Outra marca dessa tribo indígena é o Toré, uma dança que se inicia com os participantes dando as mãos e formando um grande círculo, como numa "corrente" de oração.
Há também as crenças nos chamados “seres encantados”, presentes nos relatos míticos que têm como personagem principal a “caipora”, além das narrativas orais, que constituem um importante elemento da cultura Pitaguary.
         Ao contrário do que muitos pensam, os Pitaguary apresentam uma crescente população, todos falantes do português. A maioria dos habitantes da Reserva Indígena sempre morou lá, mudando somente de casa, terreno ou área circunvizinha. Isso explica a recorrência de inúmeros cruzamentos familiares e de uma rede de parentesco bastante particular, na qual bem se evidencia a preservação, através de várias gerações de famílias.


terça-feira, 24 de maio de 2011

Carta da Terra

A missão da Carta da Terra é promover a transição para formas sustentáveis de vida e de uma sociedade global fundamentada em um modelo de ética compartilhada, que inclui o respeito e o cuidado pela comunidade da vida, a integridade ecológica, a democracia e uma cultura de paz.

A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século 21, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.  Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação. 
A Carta da Terra se preocupa com a transição para maneiras sustentáveis de vida e desenvolvimento humano sustentável. Integridade ecológica é um tema maior. Entretanto, a Carta da Terra reconhece que os objetivos de proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico eqüitativo, respeito aos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis. Consequentemente oferece um novo marco, inclusivo e integralmente ético para guiar a transição para um futuro sustentável. 

Ex-ministros do Meio Ambiente são contra as alterações do Código Florestal

Dez ex-ministros do Meio Ambiente, que foram titulares da pasta entre 1973 e 2010, manifestaram extrema preocupação diante da possibilidade de se aprovar o substitutivo apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
Os ex-ministros foram unânimes ao salientar a nocividade do texto que tramita na Casa e em defender que a votação do projeto seja adiada, para dar à sociedade brasileira uma chance de discutir de forma ampla a questão. 
A fragilização de reserva legal e áreas de proteção permanente (APPs), a anistia aos desmatamentos ilegais cometidos até julho de 2008, a redução dos poderes do Conama e a suspensão das restrições de crédito para desmatadores, entre outros aspectos, são os principais pontos de críticas dos ex-ministros do Meio Ambiente ao substitutivo.